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Encontros LAB
Numa viagem à Índia autêntica
11 de maio de 2018
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Numa viagem à Índia autêntica
Vanda Jorge
Diretora de Conteúdos Editoriais

Estudou Comunicação social no ISCSP. Vive da curiosidade. City & Trend Hunter.
Coleciona viagens, conversas, documentários, livros, revistas e experiências.

“When Philip Met Isabella" foi a exposição que contava o encontro e a obra que nasceu entre Philip Treacy e Isabella Blow. Apaixonei-me! Gosto de encontros. Numa era Phygital, este é um espaço de encontros. Diferentes. Com pessoas que gosto de ter pelo LAB.


Chama-se “Dear India” a exposição que traz a Lisboa três olhares e três interpretações diferentes, mas que se complementam. Mostra-nos na arte de cada um - Carolina Piteira (pintura), Guilherme Melo Ribeiro (documentário HumanEyes) e Roberto Zampino (fotografia), o olhar e a forma de viajar da geração millenial, um projeto artístico que pretende inspirar e preservar o lado mais humano de comunicação.


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Chama-se querida India porque “deixou saudade, porque nos apaixonámos e porque lhe queremos agradecer” explica-me Carolina Piteira.


Como nasce o projeto e a exposição “Dear India”?

Sou fascinada pela cor e para me inspirar, decidi viajar até à Índia, onde vivem todas as cores. Convidei o Roberto Zampino e o Guilherme Melo Ribeiro a embarcarem nesta aventura, porque a pintura, a fotografia e o vídeo complementam-se, cruzando os três olhares. Convidei-os porque admiro profundamente os seus trabalhos e acredito que a partilha é muito mais forte do que a individualidade. Esta exposição distingue-se por isso.

Retrata o olhar da geração “millenial” numa viagem à ideia. Que olhar é esse?

Só tínhamos os voos marcados. Um mês na Índia, era o que sabíamos. Não tínhamos uma rota traçada, nem horas, nem hotéis, comboios…nada. Perguntaram-me – “Vamos à Índia à procura de quê?” respondi “Assim que chegarmos lá vamos saber”. Não pestanejaram. Fazemos parte de uma geração que procura um propósito, coleciona memórias e vive cada dia intensamente. A estabilidade e o comodismo não nos seduzem...

Esse era também um dos objetivos para além do projeto artístico? Um encontro artístico e um encontro cultural.

Absolutamente. É uma celebração da cultura Indiana por dois artistas portugueses e um italiano, através da comunicação de três artes: pintura, fotografia e vídeo.


A certa altura do vídeo dizes para “pormos os telemóveis de parte”, para termos uma comunicação presente e honesta. É engraçado jovens como vocês desligarem-se… é, de certa forma, um wake up call para a vossa geração? Inspirar o tal lado mais humano da comunicação?

Nós somos dependentes da tecnologia. É importante sabermos encontrar o equilíbrio e dosear esta relação que, em excesso, é prejudicial. Estamos sempre tão distraídos que deixámos de apreciar os momentos na sua essência. Esquecemo-nos de viver.

Foi uma viagem de inspiração em que mostram como a partilha tem maior impacto que a individualidade. Do ponto vista artístico ou de forma geral? Que mensagem querem passar?

Ambos! É tão importante percebermos que juntos somos mais fortes, que vamos mais longe. É um pouco cliché, mas parece que continuamos a ignorar esta filosofia. A exposição “Dear India” não estaria completa sem o vídeo do Guilherme e sem as fotografias do Roberto. Os olhares cruzam-se e completam-se. Aprendi muito com eles, profissionalmente e pessoalmente...

"A comunicação é essencial à evolução do ser humano. Ao nos refugiarmos nas redes sociais, perdemos a capacidade de nos relacionarmos. Estamos a perder a inteligência emocional..."

Qual o maior ensinamento, experiência que viveram como base nessa ideia de viagem, de se ligarem às pessoas e aos lugares de forma presente?

Conhecemos uma jovem na rua, passámos a tarde toda a conversar. Estavam 40 graus, e convidou-nos a entrar na sua casa para bebermos água. Himadri, era o nome dela. O Roberto e o Guilherme subiram ao telhado da casa e ela levou-me para o seu quarto, e pediu-me que escolhesse uma roupa para ser fotografada, para estar mais bonita. Ela era linda com olhar intenso e cabelos negros. Escolhi uma túnica roxa. Ela olhou para mim e disse – “É tua”. Afinal só querida dar-me um presente. O quarto, que não tinha porta nem vidros nas janelas, com uma única cama, era afinal onde dormia com os pais e a irmã. Era o quarto da família...nesta viagem, ofereceram-nos a casa, convidaram-nos para jantar à mesa e a fazer parte de celebrações familiares...Em Udaipur, cruzei-me com um viajante que me disse “Nós somos ricos por fora e pobres por dentro. Eles são pobres por fora, mas ricos por dentro.”

E é também engraçado que numa viagem offline, a venda do livro que acompanha a exposição reverta para uma fundação – Pratham InfoTech - que tem como objetivo reduzir o fosso digital na Índia. Foi uma ideia que nasceu lá, do que viveram?

Conhecemos esta fundação na Índia, falámos com os diretores da Fundação e das Escolas que apoiam, falámos com os alunos e até com os pais das crianças. Queríamos ter a certeza de que é uma fundação credível e de que está a cumprir com os seus objetivos. Diferenciam-se porque os alunos têm acesso a computadores com internet. E para nós, quem tem acesso à internet, tem o mundo nas mãos. As tecnologias são essenciais para um crescimento mais rápido, mas como tudo na vida, tem de haver equilíbrio. E por falar em equilíbrio…A Índia deu-nos inspiração para criarmos estes trabalhos, e nós queremos retribuir, ajudando estas crianças.

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