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A
Delta Cafés ficou em primeiro lugar no top 20 dos empregadores de 2021, uma
subida de cinco posições face aos resultados do ano passado. O estudo Randstad
Employer Brand Research 2021 revela ainda que os setores mais atrativos para
trabalhar em Portugal são as tecnologias de informação e consultoria, a saúde,
o turismo, a acomodação e o lazer.
“Os
resultados deste ano já refletem o impacto da pandemia na perceção dos
portugueses, dando destaque a marcas que se mostraram muito ativas e próximas
dos seus colaboradores, como é o caso da Delta Cafés. No mesmo sentido e apesar
do impacto da pandemia em sectores como o turismo e aviação vemos algumas
destas marcas “sobreviver” a este embate pela forma como geriram a crise",
afirma em comunicado José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal. ”O
employer brand mostra neste estudo que não está de quarentena e reforça a sua
importância na atração e retenção de talento”.
Estas
são as 20 empresas mais atrativas para trabalhar:
1. Delta Cafés
2. ANA - Aeroportos de Portugal
3. PWC
4. OGMA - indústria aeronáutica de
Portugal
5. RTP - Rádio e Televisão de
Portugal
6. Ikea Portugal
7. Banco de Portugal
8. Nestlé
9. Nokia
10. Farfetch
11. Deloitte
12. Volkswagen Group Services
13. Corticeira Amorim
14. Fujitsu Technology Solutions
15. Siemens
16. TAP -
Transportes Aéreos Portugueses
17. The Navigator Company
18. Bosch
19. Critical Software
20. EDP
Já a
Microsoft é a primeira empresa a fazer parte do "hall of fame" do
Randstad Employer Brand Research Portugal. O facto de ter sido vencedora do
estudo vários anos, leva a que seja reconhecida como uma melhor prática,
assumindo um lugar de destaque e de caso de estudo de employer brand.
“O
employer brand é uma estratégia a médio e longo prazo, uma empresa que é
distinguida em primeiro lugar três vezes revela que tem no seu ADN uma proposta
de valor e os colaboradores como centro de decisão. Queremos assim dar os
parabéns à Microsoft por esta distinção e esperamos que mais empresas se possam
juntar a este reconhecimento no futuro” afirma Inês Veloso, diretora de
marketing e comunicação da Randstad Portugal.
Cerca de metade dos
portugueses sem receio de perder emprego
Em ano de pandemia, o maior estudo
independente de employer branding realizado pela Kantar, refere que 48% dos
portugueses não tem medo de perder o seu emprego em 2021. No entanto, 1 em cada
3 indivíduos sente um certo grau de preocupação quando
se trata de poderem manter o seu emprego no próximo ano. As mulheres (33%)
estão mais preocupadas do que os homens (27%), o que está de acordo com o facto
de, no ano passado, terem já visto a sua situação de emprego mudar com mais
frequência do que os homens. O mesmo se aplica a 39% dos trabalhadores menos
qualificados que estão mais preocupados em perder o seu emprego.
O estudo que analisa
anualmente as principais tendências do mercado de trabalho refere ainda que
cerca de 2 em cada 5 trabalhadores portugueses são atraídos pela
possibilidade de trabalhar remotamente. As mulheres, os trabalhadores mais
qualificados e os grupos etários mais velhos (55 anos ou mais) são os que se
mostram mais inclinados para este modelo de trabalho. Apenas 2% dos colaboradores
que podem trabalhar a partir de casa não estão autorizados a fazê-lo pelo seu
empregador. Além disso, para 26% dos trabalhadores, os empregos estão
vinculados às instalações, o que torna impossível trabalhar a partir de casa ou
de outro lugar.
Sobre a influência da pandemia na adoção do trabalho
remoto, cerca de metade (52%) afirma que passou a trabalhar em casa. Os
colaboradores mais qualificados foram os mais propensos a trabalhar mais horas
do que o habitual (11%), muito embora a maioria considere que trabalha o mesmo.
A forma como as organizações têm apoiado os seus funcionários e lidaram
com a pandemia teve um impacto positivo na lealdade entre os trabalhadores
portugueses. Pelo menos 60% dos trabalhadores sente agora que são mais leais
em oposição a 5% que se sentem o contrário.
Em 2021, e com a possibilidade de escolherem várias opções, os
portugueses consideram que o ‘salário e benefícios atrativos’ (71%) continua a
ser o mais importante na hora de escolher um empregador. A única exceção é na
geração dos 55 aos 64 anos onde a estabilidade profissional é mais valorizada
(72%). A nível nacional, o ‘equilíbrio trabalho-vida pessoal’ (66%) e
estabilidade profissional’ (66%) ocupam o segundo lugar ex aequo seguidos do
‘ambiente de trabalho agradável’ (65%) e da ‘progressão de carreira’ (64%).
De acordo com o mesmo estudo, 9% dos colaboradores portugueses
mudaram de empregador nos últimos 6 meses (mais ainda entre as mulheres e
os trabalhadores mais jovens). Além disso, 20% pretendem mudar de empregador nos
próximos 6 meses. Os canais mais utilizados por quem pretende mudar de emprego
são as ligações pessoais (38%) e os portais de emprego (34%).
Já a diversidade e inclusão estão em 13º lugar nos critérios mais
valorizados pelos portugueses. Um
número que é mais representativo por causa das mulheres (43% face aos 34% dos
homens). Mas este não é o único critério que as mulheres valorizam mais do que
os homens: conciliação entre a vida pessoal e profissional (70% vs 63%), bom
ambiente de trabalho (69% vs 61%) e covid-19 segurança no trabalho (53% vs 45%)
são os critérios onde existem maiores diferenças. Em sentido contrário, a saúde
financeira, a utilização de tecnologias recentes e a boa reputação são fatores
mais valorizados pelos homens.
As gerações também têm diferentes opiniões. A conciliação entre a vida
pessoal e profissional ganha destaque na geração millenial e X, enquanto os Z
valorizam o ambiente de trabalho e a progressão de carreira. Na relação com
tecnologias recentes é interessante verificar que são os baby boomers que mais
valorizam este critério, enquanto que as gerações nativas digitais não dão
tanta importância a este critério.
Em termos de qualificações é interessante verificar que a estabilidade
profissional preocupa quem tem mais qualificações, os mesmo que valorizam a
progressão de carreira, a possibilidade de trabalhar remoto e a conciliação
entre a vida pessoal e profissional. As pessoas com menores qualificações
destacam os salários e a estabilidade profissional.
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