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O novo relatório destaca ainda que as plataformas Meta continuam a ser a maior fonte de burlas (54%) reportadas à aplicação financeira.
A aplicação financeira Revolut divulgou o seu terceiro “Relatório de Segurança do Consumidor e Crime Financeiro”, revelando as táticas em rápida evolução dos burlões a nível global e em Portugal.
De acordo com os dados do relatório, enviado em comunicado às redações, os criminosos estão a recorrer cada vez mais a serviços de mensagens encriptadas para explorar as vítimas.
A fraude originária do WhatsApp e do Telegram representa bem mais de um terço das burlas reportadas (39%), à medida que os criminosos recorrem cada vez mais a serviços de mensagens encriptadas para explorar as vítimas.
Os consumidores são levados a acreditar que estas plataformas são seguras, contudo, o número de casos provenientes do Telegram aumentou uns impressionantes 121% no segundo semestre, enquanto os casos do WhatsApp subiram uns igualmente preocupantes 67%.
A Meta continua a ser a maior fonte de burlas, com esta plataforma a representar mais de metade (54%) das burlas reportadas à Revolut a nível global no segundo semestre de 2024. Este é o terceiro relatório consecutivo em que a Meta mantém esta posição.
Embora os métodos de fraude estejam em constante alteração, as burlas ligadas a compras não diminuíram e continuam a ser as mais prevalentes. O segundo semestre de 2024 testemunhou uma tendência preocupante nas burlas de bilhetes, com os criminosos a visar os grupos demográficos mais jovens, sendo os indivíduos com idades entre os 17-24 e os 25-34 anos a representar a vasta maioria dos casos reportados (36% e 38% respetivamente).
Em Portugal, 23% das burlas ocorrem no Telegram, seguido pelo Whatsapp (19%) e Facebook (18%), o principal tipo de fraude são as burlas de compra, com 53% dos casos, seguidas pelas burlas de emprego, com 20%.
Por sua vez, os portugueses são alvo de burlas de compra principalmente no Facebook (28%), seguido pelo Instagram (17%). A maioria das burlas de emprego que afetam os portugueses acontece no Telegram (61%). Já o Whatsapp é a plataforma onde se verifica a maior incidência de burlas de investimento contra portugueses (32%).
“Os burlões estão a adaptar rapidamente as suas táticas, explorando cada vez mais aplicações de mensagens encriptadas supostamente seguras como o WhatsApp e o Telegram. No entanto, apesar dos repetidos apelos da Revolut e de outras instituições financeiras, as plataformas de redes sociais não estão a resolver a fraude que atormenta os seus utilizadores, e a sua inação não é apenas negligente; é um facilitador direto do crime financeiro. Precisamos de ação imediata e decisiva, não de promessas vazias”, afirmou o Head of Financial Crime da Revolut, Woody Malouf, citado na nota de imprensa.
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